Roberta Vallim Dalsenter, Blumenau SC– Brasil. Alegre e apaixonada por pessoas e coisas. Casada, Mãe, Chefe de Cozinha e Editora de Lifestyle da Revista NANU! Criadora de Abobrinhas Doces. ” Adoro falar e escrever assim como se estivesse gesticulando! Todos os dias quando acordo, penso:O que vou mudar de lugar hoje?Gosto de coisas simples com ares de faça você mesmo, adoro festar, fazer amizades novas e receber amigos em casa e para mim o melhor da festa são as pessoas!”
A Abobrinha
Abobrinha me remete à infãncia – fui criada comendo mais abobrinha do que bolinho.
Em Piraju, onde nasci, minha avó materna faz esse prato quando nos encontramos, mesmo aos 78 anos. São raladas, tenras inexplicáveis. De tão simples, nem receita tem. Mas o sabor é desconcertante. Fecho os olhos e minha boca se enche de água.
Com certeza, é a mão da minha avó, da escolha do fruto ao fogão.
Mas as abobrinhas de minha cidade natal ajudam. São especiais. Todo mundo diz.
Falou em abobrinhas, é comigo mesmo! Minha mãe, a pessoa mais amável que conheço (não queiram conhecer sua outra face), é uma que faz as melhores abobrinhas da minha vida. As abobrinhas dela me trouxeram até aqui. Tenho a quem puxar.
E depois tem outra: a abobrinha é um dos poucos frutos que se colhem verdes. Adoro! Sofro de ansiedade profunda, imagine que prazer. Tudo a ver comigo. Não precisa esperar amadurecer!
Sei de dezenas de receitas com abobrinha, de vários tipos. Ao longo do tempo, fui me especializando em milhões de espécies: das que eu como, das que eu faço, das que eu crio, das que eu falo, das que eu iamgino…e por aí eu vou.
Veio o casamento, a maternidade. Meu marido não entende minhas abobrinhas, mas as conhece. Os meus filhos nunca as colocaram para dentro da boca, não querem experimentar o seu suculento sabor. Sempre falo da minha avó, que me apresentou esse prazer: tenro, apressado, surpreendente. Como a minha vida, minhas histórias, o que eu amo: Doces Abobrinhas.
Texto: Roberta Vallim Dalsenter Fotografia: Susana Pabst